A série “Lummens” é uma variante da série “Limites”, realizada no meio ambiente, em locais de incidência de pigmentos e minerais, mas que incorpora impressões e registros de formas e resíduos de fragmentos de sucatas encontradas nos cemitérios de máquinas e equipamentos das mineradoras. É uma espécie de arqueologia de objetos cuja função se perdeu com o uso e se descaracterizou com o desmonte e a corrosão. Memória quase que indecifrável do rastro de uma ação passada sobre a natureza. Uma forma de “escrita” por meio de peças e matérias que se fossilizam, que voltam a ser óxido, ferrugem e se confundem novamente com a terra, em um estado de transição. Ao longo da série estes corpos adquirem significados ocultos e evidentes, se distanciam e se aproximam de sua origem para comporem uma quase-abstração. Em determinados momentos são superpostos a linguagens das séries anteriores, como se procurassem uma síntese. Formam-se ainda constelações onde se procura representar uma arqueologia do espaço cósmico, como se objetos não identificados formassem uma outra arqueologia, espacial, de memória também não identificada, onde a luz dialoga com a opacidade. Durante o processo de criação desta série se multiplicam objetos denominados arqueologia do futuro, mostrados em parte no ano 2000, na exposição “Objetos Intercalares”. Instalações e intervenções foram realizadas neste período em diversos locais, referenciadas no mesmo conceito. Série “Lummnens” foi apresentada no Paço Imperial/RJ e em algumas coletivas.


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